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segunda-feira, 19 de julho de 2010

IRMANDADE DA BOA MORTE,GUERREIRAS ABOLICIONISTAS


MUlheres Guerreiras Capoeiras
Dom, 15 de Maio de 2005 18:35 Maíra Hora

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.

Entre os negros e negras de ganho havia uma certa hierarquia a ser respeitada de acordo com o ganho e a etnia Malé, Ijexá, Cabinda, Nagô, Bantu… As mulheres escravas e forras que se dedicavam ao comércio muitas vezes eram consideradas inadequadas e imorais por se defenderem publicamente de agressões à elas causadas por fiscais da Coroa Portuguesa. Elas procuravam defender seus filhos e mercadorias do abuso português. Vamos falar um pouco destas guerreiras, Aqualtune, Dandara, Eva Maria do Bonsucesso, Teresa de Benguela, Luísa Mahin e outras.
1) Aqualtune Filha do Rei do Congo, a princesa, Aqualtune comandou um exército de dez mil homens quando os Jagas invadiram o Congo. Aqualtune foi para a frente de batalha defender o reino. Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e desembarcada em Recife. Obrigada a manter relações sexuais com um escravo, para fins de reprodução. Engravidada, foi vendida para um engenho de Porto Calvo, onde pela primeira vez teve notícias de Palmares. Já nos últimos meses de gravidez organizou sua fuga e a de alguns escravos para Palmares. Começa, então, ao lado de Ganga Zumba, seu filho a organização de um Estado negro, que abrangia povoados distintos confederados sob a direção suprema de um chefe. Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana Zona tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo. Aqualtune também teve filhas, a mais velha, que se chamava Sabina, deu-lhe um neto, nascido quando Palmares se preparava para mais um ataque holandês. Por isso, os negros cantaram e rezaram muito aos deuses, pedindo que o Sobrinho de Ganga Zumba, e, portanto, seu herdeiro, crescesse forte. E para sensibilizar o deus da guerra, deram-lhe o nome de ZUMBI. A criança cresceu livre e passou sua infância ao lado de seu irmão mais novo chamado Andalaquituche, em pescarias, caçadas, brincadeiras, ao longo dos caminhos camuflados, que ligavam os mocambos entre si. Garoto ainda, Zumbi conhecia Palmares inteiro. Passam-se os anos e Palmares torna-se cada vez mais uma potencia. Mais de 50.000 habitantes livres, distribuídos em vários mocambos. Zumbi cresce e se casa com Dandara. Aqualtune, avó de Zumbi. Princesa do Congo que chegou ao Recife como escrava e foi vendida como reprodutora, Aqualtune organizou sua fuga e a de outros escravos, indo para o Quilombo dos Palmares onde, por causa de sua origem nobre, assumiu o governo de uma das aldeias. A população negra agrupada no Quilombo dos Palmares resistiu por quase 1 século aos ataques brancos e as mulheres tinham aí um papel fundamental, que envolvia coragem, espírito de luta e de resistência aos colonizadores.

2) Dandara viveu no séc XVII, mulher negra, guerreira do quilombo de Palmares, que no seu alge abrigou contando-se todos os mocambos pertencentes a Palmares 50 mil pessoas, mulher de Zumbi e mãe de seus três filhos. Auxiliou Zumbi com táticas e estratégias de guerra. Ela lutou em Palmares, onde haviam várias mulheres que jogavam capoeira no séc XVII.

3) Teresa de Benguela séc XVIII mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê, em Guaporé, Mato Grosso. Quando seu marido,José Piolho, morreu Teresa de Benguela assumiu o comando. Revela-se uma líder ainda mais implacável e obstinada. Valente e guerreira ela comandou uma comunidade de três mil pessoas, o quilombo cresceu tanto ao seu comando que agregou índios bolivianos e brasileiros, isto incomodou muito a Coroa, pois isto influenciaria a luta dos bolivianos e americanos(ingleses e espanhóis) para a passagem de mercadorias e internacionalização da Amazônia. A Coroa age rápido e envia uma bandeira de alto poder de fogo para acabar com os quilombolas. Presa Teresa suicidou-se. Em 1994 vira samba enredo da Unidos deo Viradouro por obra de Joãzinho Trinta, Teresa de Benguela – Uma Raínha Negra no Pantanal.

4) Eva Maria ou Eva do Bonsucesso séc XIX Em 1811, a negra alforriada armou seu tabuleiro de couves e bananas na calçada, no Bonsucesso, RJ. De repente, uma cabra tangida por um escravo pegou um maço de couve e uma penca de bananas. Eva corre atrás da cabra com uma vara, tentando recuperar suas mercadorias. Chega o senhor branco, José Inácio de Sousa, dono do escravo e da cabra que fica indignado com a cena e esbofeteou Eva, que não teve dúvidas em revidar a agressão. O caso foi parar na justiça e abriu um precedente, quem foi condenado a alguns meses de cadeia foi o branco, pois os que assistiram a cena depuseram a favor de Eva do Bonsucesso.

5) Luísa Mahin séc XIX Escrava liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram articulados por ela, em sua casa, que tornou-se quartel - general destes levantes. Luísa era quituteira e passava mensagens escritas em árabe para outros rebeldes, através de meninos que fingiam comprar produtos em seu tabuleiro de vendas e levarem os bilhetes aos outros articuladores. Foi uma das articuladoras da Revolta dos Malês em 1835. Ficou conhecida pela valentia e insubmissão. Foi articuladora também da Sabinada em 1837/38. Descoberta é perseguida e consegue fugir para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, presa e degredada para a África, Angola. No entanto, nenhum documento foi encontrado lá em Angola, comprovando seu degredo. Acredita-se que ela tenha fugido e instalado-se no Maranhão, onde depois o tambor de crioula foi desenvolvido e parece que houve sua ajuda para tal. Deixa um filho aqui no brasil, fruto da união com um português, que mais tarde vende o próprio filho com 10 anos para pagar uma dívida de jogo. recusado em uma fazenda em Campinas por ser baiano e os baianos tinham fama de rebeldes ele é arrematado por uma fazenda em Lorena, interior paulista. Este menino cresce e sete anos mais tarde é alfabetizado por um hóspede da fazenda, aprende a ler e escrever, com os documentos que provam sua alforria foge para um quilombo perto de Lorena e torna-se poeta abolicionista, jornalista importante para o brasil, autodidata cursa Direito conseguindo através da maçonaria autorização para advogar consegue libertar 500 escravos. Seu nome, Luiz Gama.

A CUT DESAFIA O PSDB, PARA O DEBATE PÚBLICO.

Escrito por CUT Nacional
16/07/2010
A mentira tem perna curta, diz Quintino Severo, secretário-geral da CUT, em artigo que critica a projeto neoliberal demotucano
No dia 09 de julho de 2010, a CUT, a Força Sindical, a CTB, a Nova Central e a CGTB, assinaram um documento intitulado “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”. Neste documento (pode ser lido aqui), as centrais sindicais demonstraram que o FAT e o seguro-desemprego não foram criados pelo candidato Serra. Mais do que isso, Serra nunca esteve junto com a classe trabalhadora e suas ações sempre foram no sentido de subtrair direitos.
Se a mentira de Serra tem perna curta, nossa memória tem alcance longo. Não podemos esquecer de maneira alguma o que foram os oito anos de desgoverno tucano caracterizado pela expansão do desemprego e precarização do trabalho, baixo crescimento econômico, alto endividamento, enfraquecimento do papel do estado e pauperização das políticas públicas, manutenção da pobreza e crescimento das desigualdades sociais
Os tucanos tentaram flexibilizar o artigo 618 da CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores como férias, décimo terceiro e licença maternidade, além de atacar o poder de negociação dos sindicatos. Não conseguiram graças a mobilização da militância cutista que saiu às ruas para defender os direitos da classe trabalhadora brasileira.
Com FHC, a taxa média de crescimento da economia brasileira foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado com privatizações escandalosas.
O BNDES, ao invés de financiar o desenvolvimento, foi utilizado para entregar nossas empresas ao capital externo. Mesmo com as privatizações, a dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado. O sistema financeiro foi beneficiado com a farra do Proer. A Petrobrás foi sucateada e quase também privatizada, o FAT foi alvo de uma série de denúncias de desvios de recursos e a imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão.
Estes são alguns exemplos do que significou o desgoverno tucano que quase quebrou o Brasil e que enfrentaram a firme resistência da CUT e dos movimentos populares. E foram estas políticas neoliberais que levaram a militância cutista a definir seu apoio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, o candidato demotucano Serra continua a não entender que a CUT nunca mudou de lado. Não aceitamos o retrocesso expresso em sua candidatura, nem a criminalização dos movimentos sociais, a subserviência ao capital internacional, as privatizações, o ataque aos direitos dos trabalhadores, a flexibilização e a precarização das relações de trabalho.
A militância cutista que aprovou a nossa “Plataforma da CUT para as Eleições de 2010” defende que a disputa de projetos colocada signifique a garantia da continuidade e aprofundamento das políticas que contemplam nossa concepção democrática e socialista, sem permitir em hipótese alguma o retrocesso.
A CUT sempre irá denunciar quem ataca os direitos trabalhistas, como também quem busca confundir a opinião pública apresentando-se mentirosamente como autor de projetos de interesse da classe trabalhadora. Não aceitamos o arrocho salarial imposto ao funcionalismo pelos governos tucanos, sua recusa em negociar e seus métodos ditatoriais de repressão às manifestações, como recentemente aconteceu na greve dos professores, liderados pela Apeoesp, e nas mobilizações dos policiais civis.
Mas, ao contrário da tradicional arrogância tucana, do destempero e do despreparo do candidato Serra que ataca a CUT e se esconde na grande mídia, queremos o debate. Em primeiro lugar, solicitaremos por carta que os veículos de comunicação cedam à CUT o mesmo espaço dado ao candidato tucano em seu momento de destempero contra nós.
E, propomos ao candidato Serra e ao PSDB a organização de um debate público entre o presidente tucano, o senador Sérgio Guerra, e o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. Na pauta, os direitos trabalhistas e os projetos de interesses dos trabalhadores, a valorização do trabalho, a distribuição de renda e a inclusão social, o estado democrático com participação popular.
Alguém tem medo do debate?

Quintino Severo, metalúrgico, secretário-geral da CUT